Usuário digital multiplataforma no Brasil

Data de publicação: 9 de dezembro de 2015

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Estudo da ComScore analisa, pela primeira vez, perfil do usuário digital multiplataforma no Brasil, mesclando dados sobre acesso via desktop, smartphone e tablet.

O produtor audiovisual Fabiano Curi, sócio-fundador da R2O Filmes, mudou consideravelmente sua forma de acesso à internet nos últimos cinco anos. Segundo ele, ter conteúdo e serviço disponíveis na palma da mão por meio de um smartphone foi um dos principais motivos para reduzir sua navegação via desktop. “Ainda uso o PC para acessar a internet, porém com finalidades específicas como pesquisa e busca de referências em redes sociais”, diz Curi. No celular, ele também utiliza aplicativos como WhatsAppe e Waze. Menos usado por Fabiano é o tablet, geralmente para situações pontuais como a apresentação de um portifólio aos clientes.

Curi é um dos milhões de brasileiros cujos hábitos no ambiente digital foram mapeados pela ComScore no estudo Brazil’s-platform Landscape, que considera multiplataforma aqueles que acessam o ambiente digital mesclando desktop, smatphone e tablet. Antes, a empresa contabiliza o número de usuários por plataforma e não pelo uso integrado. Além disso, a pesquisa inseriu elementos demográficos e tipo de consumo por dispositivo pela primeira vez. Os dados foram consolidados em setembro e divulgados na semana passada. “É uma atualização que nos permite entender como as audiências consomem em diferentes dispositivos”, disse Luciana Burger, diretora da ComScore Brasil, ao apresentar os dados no GMIC Summit São Paulo, evento de tendência móbile.

A ComScore contabilizou 94,3 milhões de usuários multiplataforma no Brasil. Desse total, mobile – smatphone e tablets – já representam 63% de todo o acesso digital e 59% do tempo gasto online. “A fragmentação da mídia digital e dos comportamentos transformou a contabilização precisa das audiências em algo incrivelmente complexo”, explica Luciana. Entre as principais constatações do estudo está o fato de que desktop não perde adeptos na velocidade que se esperava. Conforme relatou o produtor Fabiano no início deste texto, a tendência é que o uso de computadores será complementar.

A pesquisa mostra que muitos serviços antes acessados no desktop estão migrando para o mobile. Quando o conteúdo é mapas, o acesso em plataformas remotas já é de 51%. O mesmo ocorre com informações sobre o clima: acesso móvel representa mais de 60%. Em consumo de notícias em geral, 50% tem origem no desktop. Quando filtrados só ativos digitais de jornais, 45% é acessado de computadores. Mídias sociais são o tipo de conteúdo mais acessado de modo multiplataforma: 40%

O levantamento também mostra o tempo que usuários de determinados sites navegam em desktop e mobile. Considerando um usuário médio, ele navega no Google 379 minutos por mês no computador e 1.009 minutos em dispositivos móveis. No Facebook é parecido: 641 minutos no desktop e 1.942 no mobile. No Twitter, são 28 minutos mensais em computador e 72 minutos no smartphone ou tablet. De acordo com Luciana, nos três casos, o maior acesso via mobile está relacionado à funcionalidade da navegação via aplicativos.

Sites de notícias possuem muito mais força no desktop. Enquanto um leitor médio do UOL gasta 82 minutos mensais no computador, são 27 minutos no ambiente móvel. No caso da Globo.com, navega por 133 minutos no desktop e 51 no mobile. No R7, são 20 minutos no computador e 18 no mobile. Na categoria de comércio eletrônico, a relação é mais equilibrada: o consumidor médio que acessa o Mercado Livre gasta 31 minutos no desktop e 33 minutos no mobile. A B2W – que reúne as operações de comércio eletrônico da Americana, Submarino e Shoptime – possui um tempo de acesso equivalente a 20 minutos no desktop e 40 minutos no mobile.

Fonte: Meio e Mensagem.


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