Liderança: fácil ou difícil?

Data de publicação: 30 de junho de 2014

Pensou o subordinado: – Senhor, dai-me paciência para aguentar meu chefe, porque se me der força… eu bato nele!

Liderar não é tarefa fácil, mas primordial para quem quer ter sucesso na carreira.
Na liderança há a mistura de arte e ciência, porém hoje a exigência por melhores resultados, inovar e crescer faz com que essa tarefa seja cada vez mais árdua.
Toda equipe, normalmente, é reflexo de sua liderança, assim como os filhos são reflexos de seus pais.
Nesta difícil trajetória, que tal refletirmos sobre pontos importantes na relação lideranças X liderados?
Definir missão e valores. Sua equipe sabe qual o norte a ser seguido? Quais os valores que nunca devem ser esquecidos? Qual a razão da existência da empresa e em que ela efetivamente acredita? As ações de sua equipe devem ser condizentes com a missão maior da empresa e é através da missão que deve ser iniciado o planejamento estratégico de qualquer organização.
Visão sistêmica. Conseguir enxergar o todo, ser capaz de compreender que somos interdependentes e que o triunfo é quando todos conseguem atingir seus objetivos. Ao invés de promover competição entre os setores promova a sinergia entre os mesmos.
Integre a equipe. Você conhece cada membro de sua equipe? A integração facilita a comunicação, cria relacionamentos e cumplicidade. Não perca oportunidades para promover festas, happy hour ou atividades esportivas com todos seus funcionários.
Respeitar a individualidade. O bom líder sabe que cada pessoa tem seu tempo, seu ritmo e cabe a ele ajustar processos e tarefas ao que realmente cada um é capaz de fazer. Pedir aquilo que se pode efetivamente dar, sem fazer do poder atos de terrorismo organizacional, criando desgastes desnecessários.
Entender o conceito de competência. Competência tem três pilares: conhecimento, habilidade e atitude. Antes de pensar ou rotular alguém de competente ou incompetente pense se esta pessoa sabe o que tem de fazer (conhecimento), sabe o como fazer, se tem as condições adequadas para fazer (habilidades) e se quer ou gosta de fazer (atitudes).
Líder que é líder não tem medo de pedir ajuda, dizer “não sei” ou “não vai dar”. Humildade não é sinal de fraqueza, dizer “não sei” não significa falta de preparo e é melhor dizer “não” do que prometer algo que não possa ser cumprido.
Ser coerente na relação discurso X prática. O sentimento de justiça é criado quando há o máximo de coerência entre discurso e ação. O líder é o maior exemplo para sua equipe. É o grande harmonizador ou conturbador do ambiente. Perca tudo, menos a confiança e o respeito de sua equipe.
Criar um sentimento de causa. Muitas organizações sem fins lucrativos chegam a excelência em administração de custos, desperdício zero ou administração do tempo. Por quê? Porque existe o sentimento de causa. Na empresa existe a cultura capital e trabalho, mas será que não é possível demonstrar a nossa equipe o algo mais. Não é somente a remuneração que atraem e retêm os talentos, é a capacidade de desafiar, criar oportunidades e o sentimento de causa que criam grandes equipes.
Não existe uma grande equipe sem um grande líder e tão importante quanto o destino final é a forma como é conduzida a jornada, vencendo obstáculos, superando tormentas, celebrando conquistas, sempre com um rumo certo a seguir e a certeza de uma grande chegada.

 

Paulo Araújo é especialista em Inteligência em Vendas e Motivação de Talentos. Diretor da Clientar – Projetos de Inteligência em Vendas. Autor de “Paixão por Vender” – Editora EKO, entre outros livros, Palestrante e colaborador do newsletter da OPP MAIS ®  – Twitter – @pauloaraujo07 – pauloaraujo.com.br

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