Existe embalagem mais feminina do que a de batom?

Data de publicação: 1 de abril de 2014

História do Batom:

As mulheres da Antiga Mesopotâmia foram possivelmente as primeiras mulheres a inventarem e usarem batom. Elas pulverizavam minérios para decorar os lábios. As mulheres da antiga Civilização do Vale do Indo usavam batom nos lábios para decoração.

No Egito Antigo, as egípcias criaram um corante vermelho a partir de algas marinhas, iodo e bromo. Esta primeira tentativa de batom rica em ácido trouxe inúmeras doenças infecciosas às mulheres e, consequentemente, aos homens, ficando conhecido na época como “O beijo da morte”.

As esposas dos Faraós adornavam-se com um intuito de ficarem mais belas, recorrendo sempre ao tom mais avermelhado, sexualmente apelativo.

Basta olhar para esta foto da rainha egípcia Nefertiti, exposta no Museu de Berlim, para descobrir que há mais de 5.000 anos a mulher pinta os lábios para realçar tal parte do corpo. Os batons da antiguidade eram feitos de raiz moída.

Na Grécia, no século II, por lei, somente mulheres casadas podiam colorir os lábios e, para isso, utilizavam uma raiz vermelha chamada “polderos”, com cerato de mel para dar um aspecto mais saudável e úmido aos lábios.

Na Espanha, no século VI, o uso do batom era considerado algo que sinalizava más intenções, pois somente mulheres “baixas” utilizavam pinturas.

Colorir os lábios começou a ganhar alguma popularidade na Inglaterra do século XVI. Durante o reinado da rainha Elizabeth I, ter os lábios vermelhos brilhantes e um rosto branco e austero tornou-se moda. Naquela época, a produção do batom evoluiu para as bases feitas a partir de uma mistura de cera de abelha, óleo de jojoba e extratos vermelhos de plantas.

Já em 1770, o Parlamento da Inglaterra proibiu que as mulheres pintassem os lábios, alegando que mulheres com bocas coloridas eram capazes de seduzir e manipular os homens.

E quando a Rainha Vitoria ocupou o trono, em 1837, a maquiagem, em geral, foi quase banida por toda a Europa medieval, por ser considerada vulgar e típica de prostitutas. O batom foi proibido pela Igreja por ser visto como uma “encarnação” de Satã. Até então, o batom sobreviveu em becos escuros até as atrizes trazerem sua credibilidade de volta.

No século XIX, o batom era colorido através de corante carmim, o qual era extraído do inseto cochonilha, nativo do México e da América Central.

Os besouros eram esmagados com ovos de formiga e para o efeito cintilante, utilizavam-se escamas de peixe. Este batom não vinha em um tubo, mas era aplicado com pincel. O corante carmim era caro e aparecer de batom carmim era considerado pouco natural e teatral, por isso o batom não era para uso diário. Somente atores e atrizes poderiam sair em público com batom. Até 1880, poucas atrizes de palco usavam batom em público.

Durante a maior parte do século XIX, o uso óbvio de cosméticos não foi considerado aceitável na Grã-Bretanha para mulheres respeitáveis, pois seu uso ainda era associado a grupos marginalizados. Considerava-se descarado e grosseiro usar maquiagem.

O nome “batom” vem do francês bâton, que significa “bastão”, embora o cosmético na França seja chamado de rouge à lèvres.

Até o final do século XIX, a empresa de cosméticos francesa, Guerlain, começou a fabricar batom. O primeiro batom comercial foi inventado em 1884 por perfumistas de Paris; embrulhado num papel de seda e feito a partir de sebo de veado, óleo de rícino e cera de abelha. Naquele momento, a difusão do uso do batom pelo mundo inteiro era apenas uma questão de tempo.

No início do século passado, as mulheres consideradas de família não usavam batom. Depois da Primeira Guerra Mundial, o batom se tornou um ícone de sexualidade e, consequentemente, um item indispensável para muitas mulheres.

No início da década de 1890, o carmim foi misturado a uma base de cera e óleo. A mistura rendeu uma aparência natural e foi mais aceitável entre as mulheres. Naquela época, o batom não era vendido em tubos metálicos ou plásticos, mas em tubos de papel, papéis coloridos, ou em pequenos frascos.

     

Em 1915, o batom foi vendido em cilindros metálicos, inventados por Maurice Levy. As mulheres tinham de deslizar uma alavanca pequena na parte lateral do tubo com a ponta dos seus dedos para deslocar o batom para cima para o topo da embalagem.

Em 1921, Paris foi palco de uma verdadeira revolução na história do batom; é a primeira vez que um produto desta categoria é embalado num tubo e vendido em cartucho. Este objeto começou a ser produzido em seu formato conhecido, de bastão, e a ser então comercializado nas lojas de Paris.

Deve-se ao perfumista francês Rhocopis a invenção do batom com os ingredientes e o formato parecido com o que as mulheres usam hoje em dia, na cor vermelha. Ele criou uma massa composta de talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota e limão. Para dar liga, ele usava gordura de cervo.

Em 1923, o primeiro tubo giratório foi patenteado por James Bruce Mason Jr. em Nashville, Tennessee.

O batom se tornou objeto de desejo e o sucesso foi tamanho que em 1930 os batons dominaram o mercado americano e a partir de então se espalhou pelo mundo afora.

Postado por Laura Braz


Veja Também

Newsletter

Receba novidades e promoções do nosso site.