Dicas úteis para dar adeus às dívidas

Data de publicação: 10 de janeiro de 2014

Ter dívida faz parte do cotidiano de todas as pessoas economicamente ativas, ou por receberem um salário ou por conta de seus serviços, ou então por alguma fonte de renda, pela qual movimentam valores e assumem compromissos (aluguel, crediários, contas de energia elétrica, telefone, internet, etc).

O problema é quando as dívidas fogem do controle, e começamos a fazer novas dívidas para cobrir as velhas.

Seguem algumas dicas para dar adeus às dívidas:

1)  Reúna as contas – Pode ser difícil juntar faturas e boletos, mas esse é o primeiro passo para saber qual o tamanho da dívida e montar um programa de redução dos débitos. O ideal, dizem os especialistas, é fazer uma planilha com a fonte de cada dívida, o valor correspondente e o prazo – se ela for financiada.

2) Saiba o que é prioridade – Em seguida, eleja as contas que são prioridade de pagamento. As que estão atrasadas, as que cobram os juros maiores – como cheque especial ou cartão de crédito – e as que comprometem mais de 10% da renda líquida devem vir primeiro.

3)  Fuja das armadilhas – Concentre-se em pagar o que deve e não em fazer mais contas. Faça um plano de pagamento e o execute dentro dos padrões estipulados. Crédito fácil, sem consultas ao SPC e ao Serasa, costumam ser uma porta de entrada para mais problemas para quem já está endividado.

4)  Habitue-se a planejar – Com as contas em dia, vale adotar um novo modelo de administração das contas. Planejar gastos futuros, aprender a economizar e reduzir a ansiedade pela compra imediata e não confundir crédito com renda são um aprendizado. Faça uma planilha com a renda real e as despesas fixas e variáveis. Anotar gastos diários – até mesmo o cafezinho – pode mostrar para onde o dinheiro vai e evitar gastar mais do que se tem. O ideal é que sobre um pouco de dinheiro no fim do mês para emergências ou para compor uma poupança futura. Não é necessário viver sem as coisas boas da vida e nem deixar de usar o crédito, mas para usufruí-los sem dor de cabeça é preciso organização.

5)  É hora de negociar – Quando a dívida é muito maior do que a renda líquida, a saída é entrar em contato com a instituição credora e propor uma negociação. Em geral há descontos nos juros e aumento de prazos. Em alguns casos, os credores chegam a dar descontos no valor da dívida. O mais importante, porém, é que a renegociação seja viável. A nova parcela precisa caber dentro do orçamento. Em alguns casos, é válida a estratégia de substituição de dívida – fazer um empréstimo com juros menores e prazos maiores e pagar dívidas mais caras.

Marcelo de Amoêdo – CEO da Amoêdo & Associados e colaborador do newsletter da OPP MAIS 

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