Conselho bom se vende!

Data de publicação: 10 de setembro de 2013

Acredito que todos já ouviram a máxima; Olha, se conselho fosse bom não se dava, vendia!

Sem puxar a brasa para a nossa sardinha (dos consultores), esta expressão é 100% verdadeira.

Diariamente vemos de forma recorrente nas empresas, “conselheiros” de plantão que não vendem seus conhecimentos, até mesmo para não serem cobrados pela veracidade, eficácia e eficiência de suas gotas de sabedoria.

A função de um consultor (qualquer consultor de verdade) é igual à de um médico, clínico geral ou especialista.

Quem está doente (ou acha que está) é o paciente, neste caso a empresa na figura de seu proprietário ou CEO, nós, os médicos (consultores), precisamos ouvir demoradamente os sintomas (onde dói e com que intensidade) e com a nossa experiência até poderíamos “receitar”, mas não fazemos assim, precisamos fazer exames (diagnóstico) e com os resultados (prognóstico) iniciamos um tratamento com ou sem internamento do paciente, dependendo da gravidade do assunto.

Pois como em qualquer tratamento, os pacientes respondem de forma diferente aos métodos adotados pelos especialistas e em muitos casos são necessárias à integração de um corpo consultivo (financeiro, fiscal, comercial, contábil, jurídico, marketing, etc.), para que uma ação isolada não comprometa o estado geral de saúde da empresa.

Sem contar que por diversas vezes o “paciente” não segue o tratamento, negligência os “remédios” e no primeiro sinal de melhora, desaparece do consultório.

Nestes casos é comum passado um tempo, este paciente retornar e ficar literalmente indignado por ter que pagar novamente a consulta, diagnóstico, prognóstico e tratamento, achando que pode retomar o tratamento de onde ele mesmo interrompeu.

Sem nenhuma conotação pejorativa, lamentavelmente não existe SUS das empresas, o trabalho consultivo é particular.

Traçando um paralelo com alguma vez que você recorreu a um médico, acredito que os “conselhos” não pagos até foram úteis para se sentir confortado pelo interesse das pessoas no seu estado de saúde, mas com certeza você “pagou” para um profissional te atender, até para ouvir que não se passa de um leve desconforto e com esse remedinho a coisa passa, não é mesmo?

Lembre-se disso quando sua empresa lhe der sinais que não está se sentindo muito bem.

Marcelo de Amoêdo – CEO da Amoêdo & Associados e colaborador do newsletter da OPP MAIS 

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